sexta-feira, 17 de julho de 2015

SOLIDÃO...

O que é solidão?
Para quem já foi deixado pelo próprio pai?
Para um Deus que sentiu-se humano,
E quem sabe por um minuto sentiu-se mortal.
O que é sentir-se abandonado para quem conhecia todas as pessoas do mundo?
Sozinho? Solidão? Abandonado?
Você não sabe o que é nada disso!
Você não viu seu pai calar quando deveria em alta voz te defender
E te salvar da morte!
Seu pai não consentiu em você pagar por um crime que não cometeu!
Não me fale de abandono, se eu vi o mundo desprezar seu criador!
Eu O vi chorar olhando para nós
E nós? Simplesmente viramos as costas,
Quando deveríamos correr para debaixo de suas asas!
Solidão? Não existe!
Você até pode sentir-se só,
até pode sentir-se abandonado,
ELE sabe o que foi estar sozinho!
Por isso mesmo prometeu sempre estar perto,
para nunca experimentarmos de verdade o que é solidão...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/

QUANDO NOS TORNAMOS TÃO CÉTICOS?

Quando nos tornamos tão céticos?
Desde quando para tudo precisamos de explicação?
Desde qual dia a nossa fé se tornou menos que nossa razão?
Alguém pode me dizer a data? O dia? Qual foi mesmo o mês? O ano?
Será que só eu choro sozinho em casa, ouvindo 10 vezes a mesma canção?
A partir de qual momento nos tornamos tão vazios?
Eu sei o porquê. E na verdade sei que isso é preciso.
Mas, vocês teólogos, doutores respondam-me em qual maldito momento nos tornamos tão terrenos.
 Falamos de coisas terrenas. Tornamo-nos aquilo que sempre lutamos contra.
 O amor esfriou? Eu sei. Acreditem: sei mais disso que vocês.
Meu coração e alma insistem em arder quando ouço algo relacionado a DEUS.
Diversas vezes estou em uma igreja lotada, mas sinto que está tudo errado.
Não deveria ser assim. Vou continuar sozinho, sentindo saudades de cantarem e eu sentir a presença DELE.
Não quero ouvir esse “louvor” tão medíocre. Se eu que sou pó e cinza, tenho vontade de vomitar, imagine ELE.
Estarei em casa. Ouvindo aquela canção pela 11ª vez, mas não a última.
Não deserdei. Nem tão pouco vou deixar de ir às nossas reuniões. Apesar de ter convicção de que elas não passarão disso.
Estarei em casa. Se alguém me ouvir. Se alguém sentir a mesma coisa. Você não está sozinho.
Não estamos sozinhos.
Procure-me. Vamos chorar, cantar, gritar juntos, como já o fiz com tantos que aqui já não estão.
Seremos perseguidos.
Não importa: ELE foi também...

Autor: Oziel Soares de Albuquerque
www.ozielpoeta.blogspot.com/